Literatura

O Homem sem Qualidades, escrito pelo austríaco Robert Musil (1880-1942), não é apenas um grande livro, mas também um livro grande. Diz-se isto porque, primeiro, a obra invariavelmente tem figurado entre as mais importantes do Século XX e mesmo da Literatura Universal de todos os tempos; segundo, porque suas edições costumam superar as 1.000 páginas. A edição Clássicos Cultura, por exemplo, conta com 1.240 páginas.

Vinte anos após realizar uma viagem de cerca de um mês e meio pelo deserto do Saara, um jornalista decide colocar no papel a aventura, ocorrida em 1987.

Harold Bloom, professor e crítico literário estadunidense, na década de 1990, escreveu o livro “The Book of de J.”. No livro, Bloom sustenta a ideia de que a Bíblia foi escrita por uma mulher.

O livro do peruano, Mário Vargas Lhosa, prêmio Nobel de Literatura em 2010, consiste em uma análise crítica da sociedade contemporânea, em especial da ocidental. Lhosa inicia o livro analisando o significado da palavra “cultura”. Segundo o autor, em outros tempos, cultura poderia indicar conhecimento, sensibilidade, prazer pela descoberta, identificação de várias formas de emoções; porém, no cenário contemporâneo, limita-se a informação superficial e ao mero entretenimento. Ou seja, “cultura é diversão, e o que não é divertido não é cultura”. Divertir-se “é escapar do tédio”, esquecendo-se que a vida “não é só diversão, mas também drama, dor, mistério e frustração”.

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