Poemas etc.

 Por acaso, surpreendo-me no espelho: quem é esseQue me olha e é tão mais velho do que eu?
 Eu tenho uma espécie de dever,de dever de sonhar,de sonhar sempre,pois sendo mais do queuma espectadora de mim mesma,eu tenho que ter o melhor espetáculo que posso.E assim me construo a ouro e sedas,em salas supostas, invento palco, cenário,para viver o meu sonhoentre luzes brandase músicas invisíveis.
 Ai que prazernão cumprir um dever.Ter um livro para lere não o fazer!Ler é maçada,estudar é nada.O sol doira sem literatura.O rio corre bem ou mal,sem edição original.E a brisa, essa, de tão naturalmente matinalcomo tem tempo, não tem pressa...
 Em mimeu vejo o outroe outroe outroenfim dezenastrens passandovagões cheios de gentecentenas
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